O pool de veículos de comunicação cancelou os debates presidenciais e para o governo de São Paulo, agendados para 14 e 18 de setembro.
A decisão foi tomada após o prazo para confirmação de participação dos candidatos expirado, sem respostas de Lula e Flávio Bolsonaro.
O grupo, responsável pela organização, destaca a importância dos debates para a democracia, permitindo que eleitores conheçam e compararem propostas dos candidatos.
A pesquisa Quaest revela que 31% dos eleitores consideram não estar envolvido com corrupção como a característica mais importante na escolha do candidato à presidência.
O compromisso com a democracia foi indicado por 28% dos entrevistados, enquanto 15% valorizaram a dureza no combate à violência e ao crime.
O estudo também sugere diferenças significativas entre lulistas e bolsonaristas, com variações nas prioridades eleitorais entre esses grupos.
O Brasil enfrenta sinais preocupantes para a democracia, com ações do TSE e do STF que levantam questões sobre a lisura do processo eleitoral.
O ministro Dias Toffoli suspendeu a campanha digital do candidato Renan Santos, inicialmente considerado uma retaliação devido a críticas ao Judiciário.
Alexandre de Moraes é investigado por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto toma decisões controversas no âmbito do inquérito das fake news.
O ex-comandante da FAB, Carlos Baptista Junior, revelou que o risco de golpe no final de 2022 foi iminente e relatou pressões sofridas durante encontros com Jair Bolsonaro.
Ele ressaltou temores de uma ruptura no Exército e a postura legalista do general Freire Gomes, além de criticar a retenção dos protestos golpistas frente aos quartéis.
Baptista Junior, que votou em Bolsonaro, abordou as condenações do ex-presidente e questões pertinentes ao Judiciário, sem se aprofundar nas avaliações judiciais.
A ministra Cármen Lúcia, do STF, declarou que a liberdade de imprensa não está em questão no Brasil, defendendo o sigilo da fonte como garantido pela Constituição.
Seu comentário veio em resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou uma operação contra uma fonte de um jornalista no Maranhão, porém ela se absteve de opinar sobre o caso específico.
Durante um fórum da BBC, Cármen Lúcia ressaltou a importância da credibilidade das instituições e a necessidade de proteger a liberdade de imprensa em uma democracia.
Wagner Moura expressou desejo de dialogar com a direita, afirmando estar cansado dos ataques por suas opiniões políticas.
Em entrevista, ele destacou a polarização política como uma ameaça à democracia, mencionando que os fatos estão sendo contestados e a discussão mais difícil.
O ator defendeu a importância do afeto e da empatia, mesmo entre pessoas com visões políticas diferentes, afirmando que continuará a expor suas opiniões, independentemente das críticas.