O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, informou a Flávio Bolsonaro que a maioria do partido, 17 dos 27 diretórios estaduais, optou pela neutralidade na disputa presidencial.
A tentativa de aliança entre Flávio e o Republicanos enfrenta dificuldades, especialmente devido a atritos entre os partidos, e uma nova reunião foi agendada para discutir opções.
Apesar do apoio de alguns diretórios, como o de São Paulo, a convenção nacional do Republicanos indicou que a adesão à neutralidade é improvável.
A pesquisa BTG/Nexus indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro para o 2º turno das eleições de outubro, com Lula tendo 46% e Flávio 45% das intenções de voto.
Em cenários com Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Lula lidera, mas com pequenas margens, e venceria Renan Santos por 47% a 37%.
A pesquisa, realizada com 2.002 pessoas entre 31 de julho e 2 de agosto, apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro está tentando atrair suporte estrangeiro para sua campanha presidencial, após a ausência de apoio de partidos de direita brasileiros.
Durante convenção do PL, Flávio se aliou a Javier Milei, que enfrenta dificuldades econômicas na Argentina, em vez de receber apoio de figuras políticas locais.
A relação com Milei levanta preocupações sobre a influência dos EUA nas eleições brasileiras e o impacto na democracia nacional.
Flávio Bolsonaro agradeceu à senadora Tereza Cristina por aceitar ser sua vice na chapa para a presidência, mas a neutralidade do PP inviabilizou essa composição.
O candidato do PL afirmou que as negociações continuam com outras legendas, como União Brasil, Podemos e Republicanos, e que o prazo para definir o vice é até 5 de agosto.
Apesar da situação, Tereza Cristina permanecerá engajada na campanha e estará presente em agendas políticas com Flávio em Brasília.