Washington Quaquá, vice-presidente do PT, defendeu o ex-assessor de Lula, Marcola, após revelações sobre um empréstimo realizado pela lobista Roberta Luchsinger.
Quaquá classificou a situação como 'bobagem' e enfatizou que Marcola é uma pessoa séria e discreta, sem histórico de ilicitudes.
O PT ainda não se manifestou oficialmente, mas integrantes da sigla acreditam que a situação não prejudicará a campanha de reeleição de Lula.
A lobista Roberta Luchsinger realizou pagamentos significativos para Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-assessor de Lula, que foi dispensado recentemente.
Os valores exatos das transações não foram totalmente revelados e estão sendo investigados pela Polícia Federal, levantando preocupações sobre possíveis irregularidades.
Marcola alegou que o dinheiro se refere a um 'empréstimo pessoal' e confirmou as transferências, que estão relacionadas a uma investigação mais ampla sobre fraudes na Previdência Social.
A pesquisa BTG/Nexus indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro para o 2º turno das eleições de outubro, com Lula tendo 46% e Flávio 45% das intenções de voto.
Em cenários com Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Lula lidera, mas com pequenas margens, e venceria Renan Santos por 47% a 37%.
A pesquisa, realizada com 2.002 pessoas entre 31 de julho e 2 de agosto, apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais.
O Brasil se aproxima das eleições presidenciais de outubro com uma economia favorável, mas um eleitorado desanimado, segundo a cientista política Wendy Hunter.
Hunter destaca uma mudança geracional, onde os jovens não veem o PT como um partido jovem, buscando alternativas como autonomia e empreendedorismo, diferentemente do passado.
Há uma falta de entusiasmo por Lula, comparável ao que Joe Biden enfrentou, e a cientista política acredita que essa apatia pode afetar sua vitória nas eleições.
Lula busca reeleição e foca em votos de mulheres e idosos, criticando a falta de representatividade feminina no evento.
O presidente se distancia da ideia de ser apenas o 'presidente do Bolsa Família' e promete defender a soberania nacional.
Em seu discurso, Lula defende a luta pela democracia e critica a gestão de seu adversário Flávio Bolsonaro, enfatizando a importância de um governo que atenda a todas as camadas da sociedade.