O STF determinou a devolução de valores excessivos pagos a magistrados por sete Tribunais de Justiça do Brasil.
A decisão é a primeira do tipo e foi tomada após constatações de pagamentos exorbitantes, desrespeitando as novas regras do Supremo sobre 'penduricalhos'.
Os tribunais devem bloquear valores indevidos e devolver quantias que ultrapassam o limite de 35% do teto constitucional.
O TCU aprovou por 8 votos a 1 a possibilidade de pagamento de retribuições acima do teto para funcionários do Congresso e do próprio Tribunal de Contas da União.
A decisão permite que a remuneração do cargo efetivo e a gratificação por funções de confiança sejam consideradas separadamente ao aplicar o teto constitucional.
O impacto financeiro estimado da mudança é de cerca de R$ 211 milhões, beneficiando aproximadamente 25.709 funcionários comissões.
O STF, com voto do ministro Luiz Fux, decidiu liberar o pagamento de penduricalhos para juízes e membros do Ministério Público, incluindo verbas retroativas como férias e licenças-prêmio.
A decisão reverte uma suspensão anterior de março, que havia restringido esses benefícios, e permite que os pagamentos sejam feitos desde que confirmados pelo CNJ.
O voto de Fux não impôs limites monetários, permitindo que valores superiores sejam pagos em determinadas situações, defendendo que esses benefícios representam direitos adquiridos.