Gilmar Mendes, do STF, decidiu que o reajuste do Bolsa Família não fere as regras eleitorais, considerando-o uma mera correção monetária.
O aumento, de 15,04%, elevará o valor do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, custando R$ 5,8 bilhões em 2026.
A AGU solicitou a constitucionalidade do decreto, justificando que a atualização é baseada na variação do INPC, evitando qualquer ganho real para os beneficiários.
Gilmar Mendes afirmou que sua oposição ao pagamento de indenizações a usinas de açúcar e álcool descontentou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Vorcaro expressou em uma mensagem que considera a decisão de Gilmar uma ameaça aos seus precatórios adquiridos das usinas.
Mendes reiterou sua posição contrária aos pagamentos, defendendo a necessidade de perícia para comprovar os prejuízos das usinas antes de qualquer indenização.
Gilmar Mendes, ministro do STF, esclareceu que se reuniu com Daniel Vorcaro e advogados do Banco Master em um ambiente institucional para tratar de um processo em julgamento.
Durante a audiência ocorrida em abril de 2024, foi discutido um caso envolvendo usinas sucroalcooleiras e precatórios do Banco Master, mas Gilmar votou contra os interesses da instituição no processo julgado em junho de 2025.
O gabinete de Gilmar afirmou que ele não foi procurado por seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, sobre questões relacionadas ao Banco Master e não se responsabiliza por relações privadas de ex-parentes.
O ministro André Mendonça respondeu às críticas de Gilmar Mendes, que o acusou de transformar o STF em um 'palanque'.
Mendonça ressaltou que a legislação proíbe manifestações de magistrados sobre processos em andamento e defendeu a criação de um código de conduta para o Supremo.
Ele destacou que a crítica à sua decisão de levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal é curiosa, considerando que Gilmar sempre defendeu publicidade irrestrita em investigações.
Gilmar Mendes, ministro do STF, critica o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, chamando a decisão de 'vexame' e 'falta de noção'.
Ele compara essa medida à retirada de líderes de instituições respeitáveis, como a NASA e o Exército.
Luiz Fux, também do STF, rebate Gilmar, afirmando que a Polícia Federal não pode trabalhar contra o Judiciário, e menciona que admira a instituição.