Estudo da Firjan revela que o crime organizado no Rio de Janeiro custa anualmente R$ 21,4 bilhões à economia formal.
Facções e milícias dominam a distribuição de produtos essenciais, como alimentos e materiais de construção, afetando diretamente a concorrência e os preços.
Especialistas alertam que essa situação pode comprometer o desenvolvimento econômico e a segurança das empresas na região.
A Polícia Federal participa de operações simultâneas em 15 estados brasileiros para combater organizações criminosas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Durante a Operação Força Integrada III, foram cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 93 mandados de prisão, com destaque para ações em Belém e João Pessoa.
As ações contam com o apoio de diversas forças de segurança, e um balanço dos resultados será divulgado ao final do dia.
O Departamento de Estado dos EUA rechaçou a afirmação do Itamaraty sobre o risco de intervenção militar norte-americana no Brasil.
O ministro Mauro Vieira alertou que a designação de PCC e CV como terroristas poderia justificar ações extraterritoriais, o que geraria riscos à soberania nacional.
O Itamaraty argumenta que tal classificação não traz ganhos concretos para a cooperação bilateral e pode afetar negativamente a segurança pública e a legislação já existente.
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, foi preso pela Polícia Federal após a apreensão de um fuzil em seu veículo durante operação contra lavagem de dinheiro.
Ele é investigado por suposta ligação com uma organização criminosa que lavou R$ 7,6 bilhões através de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Além de Canella, a Operação Unha e Carne também investiga outros alvos, incluindo um delegado e um inspetor da Polícia Civil, e resultou na apreensão de veículos de luxo.
O governo brasileiro, por meio do Ministro da Justiça, defendeu que as sanções dos EUA ao PCC têm efeitos limitados ao território americano.
A cooperação internacional no combate ao crime organizado deve respeitar a soberania do Brasil, segundo declarações do governo.
Foi inaugurado o Escritório Nacional Antifacção em São Paulo, como parte da estratégia nacional contra organizações criminosas, que também inclui investimentos em presídios.