Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, se apresentou à polícia e foi preso após um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.
Ele era considerado foragido desde quinta-feira (17) e é alvo de uma investigação que apura ligações entre empresas de ônibus e o PCC.
A operação Vectura Corrupta resultou em 16 prisões e mandados de busca e apreensão em vários municípios, com suspeitas de corrupção e financiamentos irregulares em campanhas eleitorais.
Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, se entregou à Polícia em meio à operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no poder público da capital.
Ele foi encontrado com R$ 287 mil e US$ 89 mil durante buscas na casa de um assessor, enquanto a polícia tentava cumprir mandados de prisão.
A operação, que desdobrou-se da Operação Decúrio, visa combater a atuação do PCC nas eleições municipais de 2024.
Recentemente, os EUA classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, enquanto o presidente brasileiro, Lula, rechaçou essa definição, argumentando que não aceitam tal classificação.
Lula destacou que o verdadeiro terrorismo ocorreu no 8 de janeiro, referindo-se a tentativas de golpe, e argumentou que as facções criminosas brasileiras buscam lucro, não desestabilização do governo.
A disputa sobre a definição de terrorismo entre Brasil e EUA ocorre devido a critérios diferentes, com os EUA considerando ameaças à segurança nacional e o Brasil focando na motivação ideológica.
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação para prender o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, investigado na operação Vectura Corrupta.
Durante as buscas na casa de um assessor, foram encontrados R$ 287 mil e US$ 89 mil; Milton não foi encontrado e é considerado foragido.
A operação investiga a infiltração do PCC no poder público e no sistema de transporte coletivo de São Paulo, com vários outros alvos além de Milton, incluindo o candidato a deputado Danilo Morgado.
As investigações revelaram possíveis vínculos entre o PCC e a produtora do filme 'Dark Horse', que retrata Jair Bolsonaro.
Alex Leandro Bispo dos Santos, mencionado na investigação, é supostamente ligado ao PCC e controla uma empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil.
A Polícia Federal e a Polícia Civil estão apurando a origem dos recursos usados na produção do filme e a vinculação com emendas parlamentares.