O documento da Polícia Federal revela 74 ligações entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, totalizando mais de cinco horas de conversa.
As investigações, parte da operação Compliance Zero, levantam suspeitas sobre pagamentos de propina ao senador e seu envolvimento em esquemas de aquisição de imóveis.
Jaques Wagner afirma estar tranquilo e confiante de que provará sua inocência, apesar das novas revelações sobre seu relacionamento com o banqueiro.
Flávio Bolsonaro emitiu notas fiscais de R$ 1,5 milhão para cobrar empresas ligadas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O senador nega qualquer irregularidade e afirma não ter vínculos com Vorcaro, além de mencionar que duas das notas foram canceladas antes do serviço ser realizado.
Ele considera que a divulgação da informação é uma tentativa de descreditar sua imagem, alegando que sempre que seu desempenho em pesquisas melhora, surgem narrativas falsas contra ele.
A Polícia Federal encontrou uma minuta de contrato entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda durante buscas em 9 de novembro, que previa um documentário sobre o Banco Master.
O contrato foi assinado em 31 de março, quando Vorcaro já estava preso, e incluía entrevistas e fornecimento de documentos para a produção.
André Mendonça, do STF, afirmou que a produção do documentário não é crime, mas as circunstâncias do contrato justificam investigações adicionais.
A defesa do senador Jaques Wagner acionou o STF para barrar a 9ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
O advogado afirma que a busca e apreensão foi um equívoco baseado em informações erradas, defendendo que Wagner nunca favoreceu o Banco Master.
Também foi mencionado que os valores encontrados têm origem lícita e o senador se posicionou contra medidas que beneficiariam a instituição financeira investigada.
A 'emenda Master' buscava aumentar o limite de garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão e foi apresentada à PEC da autonomia financeira do BC.
Investigações da PF indicam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o senador Ciro Nogueira estavam envolvidos na aprovação da emenda, que teria sido redigida pela assessoria do Banco Master.
Apesar do apoio de líderes políticos, a emenda foi rejeitada pelo relator Plínio Valério, e Ciro Nogueira reapresentou a proposta como um projeto de lei.
A Polícia Federal está investigando se o senador Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo em Salvador como parte de um esquema de corrupção em troca de apoio político ao Banco Master.
A autorização para a operação foi dada pelo ministro André Mendonça do STF, e a PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, incluindo o local onde Wagner reside.
Mensagens de Augusto Lima, ex-banqueiro e envolvido no caso, indicam a movimentação financeira e a relação próxima com Wagner, alertando sobre dívidas altas que vencem em breve.