Lula afirmou que cinco ministros do STF têm ligação com o caso Banco Master, aumentando a preocupação com a crise na Corte.
O presidente admitiu ter se encontrado com Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que relatou ser perseguido e afirmou dificuldades no funcionamento da instituição.
O caso já resultou na prisão de Vorcaro e na liquidação do Banco Master, com prejuízos estimados em R$ 60 bilhões aos cofres públicos.
Gilmar Mendes afirmou que sua oposição ao pagamento de indenizações a usinas de açúcar e álcool descontentou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Vorcaro expressou em uma mensagem que considera a decisão de Gilmar uma ameaça aos seus precatórios adquiridos das usinas.
Mendes reiterou sua posição contrária aos pagamentos, defendendo a necessidade de perícia para comprovar os prejuízos das usinas antes de qualquer indenização.
Gilmar Mendes, ministro do STF, esclareceu que se reuniu com Daniel Vorcaro e advogados do Banco Master em um ambiente institucional para tratar de um processo em julgamento.
Durante a audiência ocorrida em abril de 2024, foi discutido um caso envolvendo usinas sucroalcooleiras e precatórios do Banco Master, mas Gilmar votou contra os interesses da instituição no processo julgado em junho de 2025.
O gabinete de Gilmar afirmou que ele não foi procurado por seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, sobre questões relacionadas ao Banco Master e não se responsabiliza por relações privadas de ex-parentes.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal analisará mensagens entre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no dia 25 de setembro.
Gonet refutou oficialmente os vínculos com Vorcaro e destacou que sua única interação ocorreu em abril de 2024 durante um evento em Londres.
Durante sessão do STF, Gonet reafirmou que nunca teve relacionamento próximo com Vorcaro e pediu para se manifestar após ser mencionado por outro ministro.