O partido Novo pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o impedimento de Alexandre de Moraes no julgamento envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A legenda argumenta que Moraes ocupou posições conflitantes ao votar enquanto era parte interessada na apuração.
O Novo solicita a anulação do voto de Moraes e que o ministro seja afastado das próximas decisões relacionadas ao caso.
Lula afirmou que novos vazamentos do “celular secreto” de Vorcaro ocorrerão em breve, defendendo que as informações sejam reveladas para o bem da sociedade.
O presidente criticou André Mendonça por supostamente usar sua posição para promover uma narrativa seletiva e reforçou a importância de expor todos os dados relevantes à opinião pública.
Além disso, Lula levantou suspeitas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sugerindo que parte dos recursos pode ter sido usada para apoiar Eduardo Bolsonaro nos EUA.
A PGR manifestou-se a favor da retirada de sigilo do processo sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master.
O pedido de publicização foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, e a PGR destacou a relevância do processo para o julgamento marcado para terça-feira.
A disputa no STF envolve documentos e dados extraídos do celular de Vorcaro, com Moraes e outros ministros solicitando acesso integral ao material antes da sessão.
O ministro Cristiano Zanin ordenou à Polícia Federal a entrega de uma cópia do celular de Daniel Vorcaro até as 23h deste domingo.
Zanin argumentou que não há hierarquia entre os ministros do STF e enfatizou a necessidade de acesso irrestrito aos dados para o julgamento que ocorrerá na terça-feira.
O ministro André Mendonça alertou que compartilhar o conteúdo poderia tumultuar o julgamento, mas Zanin afirmou que todos os ministros devem ter acesso ao material para suas deliberações.
O presidente do STF, Edson Fachin, assume a relatoria sobre as supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, anteriormente sob a responsabilidade de André Mendonça.
Fachin paralisa os casos Master e investigações sobre fraudes no INSS, aguardando a decisão do plenário sobre a abertura de investigação contra Moraes.
A reviravolta ocorre em meio a uma crise no STF, com parte dos ministros questionando a condução de Mendonça devido à falta de aprovação do plenário.