O presidente do Paraguai, Santiago Peña, conversou por telefone com Lula após declarações polêmicas do brasileiro sobre a Guerra do Paraguai.
O governo paraguaio convocou o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho para discutir o assunto, que inclui uma nota oficial sobre as declarações de Lula.
Autoridades paraguaias criticaram a fala de Lula, classificando-a como distorção da história e reafirmaram a importância do respeito mútuo nas relações Brasil-Paraguai.
Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, reafirmou que não haverá rompimento das relações com o Brasil, destacando a posição de Javier Milei em apoiar a família Bolsonaro.
Quirno respondeu às críticas de Geraldo Alckmin, defendendo que as discordâncias políticas devem ser tratadas dentro de um âmbito específico, sem elevar as questões ao nível institucional.
O chanceler também expressou apreço pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, e espera seu retorno para continuar a agenda bilateral.
O porta-voz da Argentina, Adrian Ravier, minimizou as ofensas do presidente Milei ao brasileiro Lula, considerando-as como 'diferenças ideológicas'.
Ravier ressaltou que insultos ocorreram de ambos os lados, mas garantiu que a Argentina nunca levou essas questões para o âmbito diplomático.
A tensão aumentou após Milei ter chamado Lula de 'ladrão' e outras ofensas em um evento em São Paulo, levando o Brasil a convocar o embaixador argentino para prestar esclarecimentos.