O presidente do STF, Edson Fachin, solicitou ao ministro André Mendonça que levante o sigilo sobre a investigação dos pagamentos do Banco Master.
O pedido foi realizado antes do julgamento marcado para terça-feira, 15 de setembro, atendendo uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes e da PGR.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, também defendeu a transparência, citando embates entre ministros sobre o acesso aos documentos do caso.
O ministro André Mendonça do STF retirou o sigilo de processos relacionados ao Banco Master, incluindo a investigação sobre a cinebiografia 'Dark Horse'.
A medida foi tomada após um pedido da Procuradoria Geral da República e inclui mais de 21 processos adicionais.
Entre os investigados estão Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro, com indícios de repasses financeiros apontados.
O presidente do STF, Edson Fachin, deu 24 horas para o ministro André Mendonça liberar o sigilo de documentos do caso Master, atendendo a um pedido da PGR.
A PGR argumentou que a divulgação parcial dos documentos poderia criar uma ideia equivocada de transparência, uma vez que muitos procedimentos essenciais estavam omitidos.
Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também pressionaram por acesso total aos documentos, criticando a liberação seletiva feita por Mendonça.
O ministro Edson Fachin solicita a retirada do sigilo das investigações do caso Master no STF, visando garantir a transparência enquanto preserva aspectos importantes das investigações.
O pedido foi motivado pela inclusão da Pet 16.662 na pauta de julgamento e pela necessidade de analisar o relatórios da Polícia Federal sobre supostas ligações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão ocorre em meio a uma crise sem precedentes no STF, com reuniões entre ministros para discutir a situação e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
Lula pediu a quebra total dos sigilos das investigações sobre o Banco Master, destacando a necessidade de transparência.
O pedido surge após o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e críticas a vazamentos seletivos que afetam as eleições.
O presidente qualificou o caso como o 'maior crime financeiro da história do Brasil' e solicitou explicações imediatas sobre a crise institucional no Judiciário.
O STF descarta a possibilidade de ignorar a crise atual no sistema judiciário brasileiro, que se intensificou após revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Empresários e economistas assinam um manifesto pedindo a integridade das instituições e a apuração de fatos relacionados ao STF, com 157 assinaturas de personalidades de diversas áreas.
O documento solicita ações rápidas e transparentes para restaurar a confiança nas autoridades judiciárias e expressa a necessidade de um código de conduta para tribunais superiores.