O tráfico e a milícia no Rio de Janeiro controlam a distribuição de produtos essenciais, como alimentos e materiais de limpeza, obrigando comerciantes a comprar somente de fornecedores indicados por eles.
Essa prática criminosa aumenta as tarifas dos produtos, gerando um impacto de R$ 21,4 bilhões anuais na economia formal, significando a ampliação do controle do crime sobre o mercado.
Especialistas alertam para o longo prazo, onde essa abordagem pode comprometer o desenvolvimento econômico e criar um ambiente hostil para empresas legais.
Uma loja de capinhas de celular no Rio de Janeiro movimentou R$ 47 milhões em recursos ilícitos, conforme investigações da Polícia Civil.
A operação, chamada Hawala, resultou na prisão de 10 pessoas, incluindo a proprietária da loja e um empresário libanês apontado como chefe da organização.
O esquema envolvia compra de produtos no exterior, disfarçando recursos de tráfico como lucro comercial, e agora a polícia investiga possíveis ligações com o terrorismo internacional.
Kayky Alves de Oliveira, conhecido como Jhony, foi preso em Jacarepaguá, sendo considerado um dos braços direitos do Comando Vermelho no Rio.
Ele gerenciava o tráfico na Gardênia Azul e é suspeito de homicídios e roubos, além de ter tentado fugir ao ser abordado pela polícia.
Sua prisão faz parte da Operação Contenção, que busca desarticular o tráfico na região, e foram encontrados com ele anotações sobre o tráfico e uma motocicleta clonada.
O Rio das Pedras vive uma intensificação do conflito territorial entre o Comando Vermelho (CV) e a milícia local, que tenta se defender de investidas para a formação de um cinturão de domínio.
Tiroteios na comunidade causaram importantes impactos no trânsito, saúde e educação, com a suspensão de atendimentos em unidades de saúde e fechamento de escolas.
A Polícia Civil investiga a troca de lado de milicianos para o CV, enquanto o governo do Estado planeja reocupar a área, considerada estratégica para a expansão da facção criminosa.
A comunidade de Rio das Pedras enfrenta uma onda de tiroteios entre milícias e o Comando Vermelho, resultando no fechamento de escolas e unidades de saúde.
12 linhas de ônibus foram afetadas devido à insegurança, com a Polícia Militar intensificando o patrulhamento na área.
Conflitos têm origem em disputas territoriais e possíveis alianças entre milicianos e o CV, impactando diretamente a vida dos moradores.
Traficantes do Complexo do Alemão, sob controle do Comando Vermelho, estão utilizando drones sofisticados para o transporte de armas e drogas.
Os drones podem carregar até 80 quilos e alcançar destinos a até 12 quilômetros, facilitando as operações entre diversas favelas controladas pelo CV.
Autoridades destacam a necessidade de impedir o uso desses drones para o crime, enquanto operações de treinamento são realizadas em áreas dominadas por facções.
Traficantes e milicianos expandem a exploração ilegal de internet em 37 municípios do Rio de Janeiro, com práticas que incluem extorsões e ataques a empresas legais.
A lucrativa venda clandestina de sinal de internet se tornou uma das principais fontes de renda do crime organizado, provocando dificuldades para operadoras e provedores.
Investigações policiais revelam que em média 15 ocorrências mensais são registradas, enquanto grupos criminosos arrecadam aproximadamente R$ 3 milhões mensalmente com o negócio irregular.