Botafogo está liberado para inscrever novos reforços após a Fifa suspender dois transfer bans que impediam a regularização do clube.
O clube pode regularizar jogadores como Warleson, Gabriel Batista, Paulinho, Lucas Monzón e Domingos Andrade, com a janela de transferências abrindo na próxima segunda-feira.
A suspensão das punições se deu após o reconhecimento pela Fifa do processo de Recuperação Judicial do Botafogo, que ainda enfrenta dívidas a serem renegociadas.
A PF e o MPF iniciaram a segunda fase da Operação Disclosure para investigar fraudes contábeis nas Americanas, estimadas em R$ 54 bilhões.
Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, e Carlos Sicupira foram alvos de mandados de busca, segundo apuração do UOL.
A investigação busca determinar se os alvos tinham conhecimento sobre fraudes em operações financeiras e contratos, que levaram a empresa à recuperação judicial com dívidas de R$ 42,5 bilhões.
A Polícia Federal lançou a Operação Disclosure para investigar irregularidades financeiras nas Americanas, com um rombo de R$ 20 bilhões.
Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em RJ e SP, com o pedido de bloqueio de R$ 54 bilhões, atacando figuras como Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann.
As investigações, que se desdobram de uma CPI, indicam fraudes contábeis e possíveis crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.
O Botafogo foi punido com um transfer ban pela FIFA e tentou argumentar que a liminar prévia para recuperação judicial poderia ajudá-lo a se livrar da sanção.
A FIFA rejeitou os argumentos do clube, afirmando que a cautelar não é suficiente e que apenas a recuperação judicial poderia reverter a punição.
Com a obrigação de ajuizar a recuperação judicial, o Botafogo deve apresentar um plano de pagamento aos credores no prazo de 60 dias, enquanto lida com uma dívida de aproximadamente R$ 1,28 bilhão.
O Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial para proteger suas atividades e assegurar a continuidade do projeto esportivo.
A situação financeira do clube é grave, agravada por bloqueios, transfer bans da FIFA e a falta de retornos financeiros, com mais de R$ 900 milhões não recebidos.
A SAF Botafogo buscará reestruturar suas finanças e honrar compromissos, enquanto pretende garantir a continuidade das atividades esportivas e administrativas.
O Botafogo reagiu à ação da Eagle/Ares, que buscava a suspensão da recuperação judicial do clube.
Na petição, a SAF do Botafogo argumenta que a Eagle está priorizando interesses do Lyon ao invés da saúde financeira do clube e que isso pode levar à sua quebra imediata.
O Botafogo destaca que a situação financeira é crítica, com patrimônio negativo e incapacidade de pagar salários, o que pode resultar em severas sanções da FIFA.
A dívida da SAF Botafogo com a GDA Luma alcançou US$ 55 milhões devido a medidas cautelares relacionadas à recuperação judicial.
O contrato estipula que em caso de inadimplência, o valor emprestado é multiplicado, aumentando a dívida em 200% mais juros de 20% ao mês.
A GDA Luma, interessada em controlar o Botafogo, poderá executar receitas diretamente relacionadas aos jogadores, sem que isso entre no processo de insolvência.