A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal terminou sem nenhuma decisão sobre a investigação do ministro Alexandre de Moraes.
O colunista Felipe Recondo criticou a troca de acusações entre os ministros e a falta de avanços no julgamento, que ficou empatado em 4 a 3 no pedido de análise separada dos casos.
Recondo questiona como o Supremo vai lidar com as tensões e acusações que marcam sua atuação, destacando a dificuldade de passar por cima do que ocorreu.
O STF formou um placar de 4 a 3 para manter as análises dos casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça separadas, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A crise se intensificou devido à liberação de relatórios da PF que revelaram mensagens entre Moraes e um banqueiro, gerando acusações de liberação seletiva de dados.
O julgamento será retomado após o prazo de até 90 dias para que Dino se manifeste, decidindo assim sobre a forma como os casos serão analisados.
A sessão do STF para discutir a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro teve momentos de tensão, com ministros declarando que não votariam no processo.
Apesar dos bate-bocas, houve interações amigáveis entre alguns ministros, como um abraço de reconciliação entre Flávio Dino e Edson Fachin.
O julgamento foi suspenso após debates acalorados, mas terminou com um clima mais amistoso entre os participantes.
O ministro Mendonça afirmou que compartilhar dados do celular de Vorcaro poderia tumultuar o julgamento previsto para a próxima terça-feira.
Ele destacou que todos os ministros possuem acesso ao mesmo material, apesar de pedidos de colegas por acesso integral.
Mendonça pediu à presidência do STF que delegados da PF esclareçam em 24 horas situações em torno do envio de relatórios e mídias relacionadas ao caso.