Marroquinos chegam a Ceuta em busca de entrada na União Europeia, resultando em uma crise migratória significativa.
Embora cerca de 50.000 pessoas tenham entrado, a cidade não garante o direito de circulação pela UE, já que não faz parte do espaço Schengen.
A decisão do Supremo da Espanha sobre deportações motivou a travessia a nado, levando a medidas emergenciais e apoio internacional para um controle migratório mais eficiente.
Mais de 48 mil imigrantes deixaram Ceuta, na Espanha, até a tarde de sexta-feira, segundo o Ministério do Interior.
A situação na fronteira gerou alerta na Europa, levando líderes da UE a exigir controle da situação por parte da Espanha.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a travessia em massa é uma violação da soberania territorial e anunciou a repatriação dos que entraram ilegalmente.
A Itália suspendeu por um mês as regras do Espaço Schengen, afetando a livre circulação para a Espanha devido à chegada em massa de imigrantes ao território espanhol de Ceuta.
Apesar de não ter fronteira terrestre com a Espanha, a medida requer passaporte para voos e viagens de barco entre os dois países, enquanto controles também serão reforçados com a França.
Críticos chamam a ação de símbolo populista do governo de Giorgia Meloni, que busca mostrar firmeza na segurança das fronteiras em meio a uma onda de imigração.
A polícia espanhola utilizou bombas de gás para afastar imigrantes que tentavam entrar em Ceuta, cidade autônoma da Espanha, após um grande fluxo de migrantes do Marrocos.
Cerca de 60 mil migrantes chegaram a Ceuta em 24 horas, muitos enfrentando a travessia perigosa que resultou na morte de ao menos 34 pessoas.
Autoridades marroquinas também tentaram conter a situação usando caminhões de água, mas a crise continua com um fluxo intenso de tentativas de entrada na cidade.