A Polícia Federal marcou um novo depoimento do senador Jaques Wagner, investigado por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
O parlamentar será ouvido no dia 7 de agosto e sua defesa orientou que ele exerça o direito ao silêncio durante o depoimento.
Wagner é alvo da Operação Compliance Zero, com investigações que apontam para recebimento de benefícios indevidos, como uso de aeronaves e negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões.
A Polícia Federal analisa material apreendido na Operação Compliance Zero para identificar mais envolvidos com Daniel Vorcaro e Thiago Miranda no caso Master.
A investigação revela que um grupo foi mobilizado para coletar informações de desafetos da organização criminosa, visando intimidação e coação contra jornalistas e concorrentes.
A decisão do ministro André Mendonça autoriza buscas para preencher lacunas na apuração e obter documentos e bens relacionados aos crimes investigados.
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, requisitou informações sobre o CEO do Itaú, Milton Maluhy, ao publicitário Thiago Miranda, alvo de investigação da PF.
A investigação revela que Miranda e Vorcaro planejavam vazar informações pessoais de Maluhy e utilizar influenciadores para atacar autoridades do Banco Central.
O STF autorizou a operação, afirmando que os diálogos mostram indícios de organização criminosa e a circulação de dados sensíveis sobre o CEO do Itaú.
O Banco Digimais contestou reportagens sobre deterioração financeira e irregularidades contábeis, afirmando que não havia dados oficiais para apoiar as alegações.
Uma representação da Polícia Federal, baseada em informações do Banco Central, citou indícios de manipulação contábil e gestão temerária na instituição.
A investigação revela que o banco supostamente superavaliou ativos e realizou operações irregulares com sua controladora, possivelmente enganando investidores e autoridades regulatórias.
A Polícia Federal investiga o Banco Digimais por superavaliação de ativos, atrasos em pagamentos e esquema para enganar investidores e reguladores.
Especialistas destacam que a emissão de CDBs com taxas acima de 110% do CDI indica práticas financeiras arriscadas, semelhantes ao extinto Banco Master.
A corretora ID é apontada como crucial no esquema, ajudando a inflar o valor dos ativos do Banco Digimais e possibilitando a emissão excessiva de títulos.
A investigação da PF revela ligações entre Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, e o senador Ciro Nogueira, incluindo pagamentos de viagens e jantares que totalizaram mais de R$ 6 milhões.
Vorcaro bancou despesas de Nogueira em locais como Courchevel e Nova York, além de interações envolvendo projetos de lei que beneficiariam o banqueiro.
Mensagens indicam que Vorcaro tentou contatar diretores da PF e da PGR para evitar consequências legais antes de sua prisão em novembro de 2025.
A PGR rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, por falta de provas robustas e compromissos em reaver valores relacionados a fraudes.
O procurador-geral, Paulo Gonet, seguiu a avaliação da Polícia Federal, que também havia rejeitado a delação anterior, considerando que Vorcaro apresentava apenas relatos de “ouvir dizer”.
O rombo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é superior a R$ 50 bilhões, e a PGR decidiu que a transferência de Vorcaro para um presídio comum depende do relator do inquérito no STF.
A proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro mencionou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e contratos milionários com a advogada Viviane Barci.
A Polícia Federal rejeitou o acordo por não atender aos requisitos necessários à formalização.
O contrato de R$ 129 milhões visava estreitar laços com Moraes, mas segundo Vorcaro, não houve contrapartida oferecida ou recebida.