José Luiz Felícia Filho, presidente da Voepass, admitiu a omissão de falhas técnicas em registros de aeronaves durante depoimento à Polícia Federal.
A investigação concluiu que essa 'cultura de omissão' foi uma escolha ciente dos riscos, visando a continuidade da operação em detrimento da segurança.
O dono da Voepass foi indiciado por atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro aéreo com resultado de morte, após queda de um avião que causou 62 mortes em 2024.
Quase dois anos após a queda do avião da Voepass em São Paulo, a Polícia Federal indiciou 16 pessoas por atentado contra a segurança do transporte aéreo.
O acidente, ocorrido em agosto de 2024, resultou na morte de 62 pessoas, a maioria passageiros, e a investigação revelou falhas estruturais e de manutenção da companhia aérea.
O relatório do Cenipa apontou que a Anac e a empresa tiveram responsabilidades na tragédia, com uma cultura de informalidade que impediu a adoção de medidas corretivas.
O relatório do Cenipa sobre o acidente com o avião da Voepass revelou que o copiloto fez comandos contrários ao sistema de segurança da aeronave, contribuindo para a perda de controle e queda em Vinhedo (SP).
A investigação apontou falhas operacionais, técnicas e de gestão, incluindo problemas na manutenção e na resposta da tripulação a alertas críticos durante o voo.
O Cenipa destacou que o acidente foi resultado de uma série de fatores, e enfatizou que o processo visa prevenir futuros incidentes sem atribuir responsabilidades civis ou criminais.
Investigação do Cenipa revelou 19 falhas da Voepass, pilotos e Anac em acidente aéreo em Vinhedo que matou 62 pessoas.
A análise identificou uma cultura organizacional que normalizava desvios e não registrava falhas, comprometendo a segurança operacional.
A ANAC também foi apontada por não incorporar fragilidades detectadas em processos de gerenciamento de risco, permitindo a continuidade das operações em condições inseguras.
O Cenipa divulgará nesta quinta-feira o relatório final sobre o trágico acidente aéreo da Voepass, que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024.
A apresentação do relatório ocorrerá primeiro para os familiares das vítimas, seguida por uma coletiva de imprensa em Brasília, às 17h.
A investigação busca entender as causas do acidente e não atribuirá responsabilidades civis ou criminais, com um inquérito criminal paralelo sendo conduzido pela Polícia Federal.