A defesa do senador Jaques Wagner acionou o STF para barrar a 9ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
O advogado afirma que a busca e apreensão foi um equívoco baseado em informações erradas, defendendo que Wagner nunca favoreceu o Banco Master.
Também foi mencionado que os valores encontrados têm origem lícita e o senador se posicionou contra medidas que beneficiariam a instituição financeira investigada.
O senador Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Ferreira Lima são alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigada pela Polícia Federal.
A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em locais do Distrito Federal, São Paulo e Bahia, suspeitando de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
A PF investiga um suposto esquema de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro, podendo caracterizar crimes como corrupção ativa e passiva.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, gastou quase R$ 12 milhões em festas luxuosas em Nova York para autoridades brasileiras, incluindo jantares e degustação de uísques.
As celebrações, como a “noite das astronautas”, contaram com a presença de mulheres russas e ucranianas e foram financiadas no contexto da investigação da PF na Operação Compliance Zero.
As festas incluem um jantar no renomado restaurante de Salt Bae e revelam a relação questionável entre o banqueiro e políticos, além de similaridades com eventos em Londres.
A Polícia Federal iniciou a 7ª fase da Operação Compliance Zero em Rondônia para investigar um vazamento de informações sigilosas relacionadas à apuração.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem a suspensão de um policial federal suspeito de envolvimento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou as diligências, destacando que a investigação é direcionada a um servidor público e não à atuação de jornalistas ou veículos de imprensa.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido para uma cela comum na Polícia Federal após a proposta de delação ser considerada insuficiente.
A nova acomodação tem condições de detenção mais rigorosas, incluindo restrições ao acesso de advogados e limitações na infraestrutura.
A mudança acontece em meio a dificuldades na negociação de colaboração premiada, aumentando a pressão sobre o banqueiro para apresentar uma nova proposta.