A Operação Metástase, realizada pela Polícia Civil, desmantelou uma quadrilha que roubava e revendia medicamentos oncológicos e imunossupressores no Rio de Janeiro.
A investigação revelou que o grupo, que movimentou R$ 33 milhões em um ano, utilizava 25 empresas de fachada para reintegrar os produtos ao mercado, abastecendo hospitais privados e públicos.
Os policiais cumpriram 5 mandados de prisão e 97 de busca e apreensão em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, bloqueando R$ 30 milhões em bens da organização criminosa.
Canetas emagrecedoras ilegais, como aquelas com substâncias em fase de testes, entram no Brasil principalmente pelo Paraguai.
A Receita Federal já apreendeu mais de 158 mil unidades desses produtos e alertam sobre os riscos à saúde, com casos de usuários precisando de atendimento hospitalar.
Especialistas destacam que produtos não possuem registro sanitário e que não há garantias sobre sua composição e segurança.
Mais de 250 pessoas relatam vícios em jogos, sexo e compras associados ao uso de medicamentos prescritos para distúrbios do movimento.
Pacientes como Emma descobriram que seus comportamentos impulsivos estavam relacionados ao Ropinirole, um medicamento que aumenta a dopamina no cérebro.
Médicos são criticados por não alertarem adequadamente sobre os efeitos colaterais desses medicamentos, que podem levar a dívidas, divórcios e até suicídios.
O Congresso Nacional discute o projeto que pode acabar com a exclusividade comercial das canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Zepbound.
A proposta visa aumentar o acesso e reduzir o custo desses medicamentos, atualmente entre R$ 1.400 e R$ 3 mil, e considera a obesidade um problema de saúde pública.
A votação já foi aprovada por ampla maioria, mas ainda enfrenta questionamentos sobre possíveis implicações legais e de mercado.