Gilmar Mendes, do STF, pediu vista e suspendeu o julgamento sobre a flexibilização da Lei da Ficha Limpa.
Cármen Lúcia, relatora, posicionou-se contra as mudanças, alegando que promovem um retrocesso social e ético.
As novas regras poderiam permitir que políticos recuperassem direitos antes mesmo de cumprirem suas penas, afetando ex-governadores como Garotinho e Arruda.
O TSE confirmou a inelegibilidade de Cláudio Castro por 8 anos, mas não houve cassação do mandato, pois ele renunciou antes do julgamento.
A decisão foi baseada em condenação por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, envolvendo práticas irregulares com a Fundação Ceperj e a Uerj.
A renúncia de Castro gerou debate sobre a forma de eleição do novo governador, com possibilidade de eleição direta ou indireta, dependendo da interpretação do STF sobre a causa da vacância.
O TSE emitiu dois votos que podem resultar na inelegibilidade do governador Cláudio Castro e do deputado Rodrigo Bacellar devido a acusações de contratações irregulares de cabos eleitorais.
O julgamento foi suspenso pelo vice-presidente Kassio Nunes Marques, com a análise retornando em 24 de março.
O esquema de abuso de poder foi investigado pelo Ministério Público, que apontou saques vultosos e uso indevido da máquina pública para fins eleitorais.