O deputado de esquerda Roberto Sánchez assume a liderança na apuração das eleições peruanas, superando Keiko Fujimori por uma diferença mínima de votos.
Com 95,685% das urnas apuradas, a disputa permanece acirrada, com Sánchez contabilizando 50,074% e Fujimori 49,926% dos votos.
A eleição reflete a crise institucional no Peru, onde a desconfiança nas instituições é alarmante, com 90% da população insatisfeita com a democracia.
O Peru realizou eleições no dia 12 de abril, mas os resultados do primeiro turno só foram conhecidos cinco semanas depois, em contraste com a Colômbia, onde os resultados foram divulgados em duas horas.
O atraso no Peru se deve a problemas logísticos, a realização de múltiplas eleições e a judicialização do processo, enquanto a Colômbia teve um processo mais rápido e organizado.
Ambos os países enfrentam desafios semelhantes de polarização e desconfiança nas instituições, impactando a percepção pública sobre os resultados eleitorais.