A Justiça da Itália anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada por porte ilegal de arma.
O caso se refere a um incidente de perseguição armada contra um apoiador de Lula em 2022 e envolve a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes.
A Advocacia-Geral da União deverá enviar novamente o pedido para análise, onde Zambelli passará por interrogatório e uma audiência com juízes decidirá sobre a continuidade do processo.
A Justiça italiana negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, citando dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento que resultou em sua condenação.
O tribunal apontou que o ministro Alexandre de Moraes acumulou funções incompatíveis, comprometendo as garantias de defesa, já que ele também foi afetado pelos crimes atribuídos a Zambelli.
Apesar das críticas, a Corte italiana rejeitou outros argumentos da defesa, afirmando que não havia evidências suficientes para comprovar perseguição política.
A Corte Suprema de Cassação da Itália anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil, destacando falhas na imparcialidade do julgamento no STF.
Os magistrados italianos afirmaram que Alexandre de Moraes teve um papel conflitante, participando de diversas etapas do processo, o que comprometeu a imparcialidade objetiva.
A decisão da corte italiana também criticou as explicações do Brasil sobre a extradição, considerando-as inadequadas e superficiais.
Carla Zambelli foi libertada da prisão na Itália após a Corte de Cassação anular sua extradição para o Brasil.
Em um vídeo, a ex-deputada celebrou a decisão, considerando-a uma “vitória de Deus” e agradeceu a sua equipe de defesa.
Zambelli, que estava presa desde julho de 2025, enfrenta acusações relacionadas a ações ilegais, incluindo a invasão do sistema do CNJ e porte ilegal de arma.
A justiça italiana anulou a autorização de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que já foi liberada da prisão.
A decisão foi tomada após apelo do STF brasileiro, que havia solicitado a extradição por condenações relacionadas a invasão de sistemas do CNJ e porte ilegal de arma.
A defesa de Zambelli agora avalia se ela deve permanecer na Itália ou se pode se mudar para outro país sem ser capturada pela Interpol.