Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que não controla as emendas parlamentares, mas faz sugestões ao ministro Flávio Dino do STF.
A declaração vem após a determinação de Dino para que dirigentes partidários expliquem seu envolvimento na gestão e distribuição de emendas.
A Polícia Federal investiga Valdemar por supostas interferências ilícitas no direcionamento de emendas, envolvendo desvios de cerca de 119 milhões de reais.
O ministro Flávio Dino, do STF, intimou lideranças de 21 partidos para esclarecer sobre a definição e distribuição de emendas parlamentares.
A investigação foca na possibilidade de dirigentes partidários manterem cotas de emendas de indicação, o que infringiria a probidade pública.
Dino enfatizou que a deliberação de emendas é exclusividade de parlamentares ativos e reforçou a necessidade de esclarecer a autorização e destinação de recursos.
O ministro Flávio Dino do STF determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, investigados por desvio de emendas parlamentares.
A PGR discorda dos bloqueios, mas apoia a continuidade das investigações pela Polícia Federal, que apura um esquema de direcionamento irregular de verbas.
As defesas de Costa Neto e Cunha argumentam que as decisões criminalizam a atividade política e afirmam não haver indícios concretos de irregularidades.
Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, é acusada de desvio de emendas parlamentares ao atuar como 'braço executor' de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha.
Ex-assessora de Arthur Lira, Tuca tinha acesso a informações privilegiadas e facilitava a destinação de verbas, mesmo sem mandato, na Câmara dos Deputados.
A Polícia Federal investiga sua atuação e bloqueou bens de Cunha, apontando indícios de diretrizes informais atribuídas a Valdemar.
Mariângela Fialek, servidora da Câmara, é investigada em três apurações pela PF e foi citada por Flávio Dino no caso de emendas do ex-deputado Eduardo Cunha.
A funcionária é acusada de operar demandas de Cunha, dominando processos administrativos de emendas, o que levanta indícios de peculato.
Fialek, que trabalha na Câmara há seis anos, já atuou em diversos governos e a defesa alega que sua atuação foi técnica e apartidária, negando qualquer irregularidade.
O ministro Flávio Dino bloqueou R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha em uma investigação sobre emendas.
A Polícia Federal alega que Cunha atuava como um 'vetor relevante' no remanejamento de emendas, mesmo sem ter mandato.
A defesa de Cunha nega irregularidades, afirmando que as emendas foram apresentadas por parlamentares, e busca acesso aos autos para contestar as decisões judiciais.
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, devido a suspeitas de desvio de emendas parlamentares.
A Polícia Federal identificou pelo menos 21 emendas que foram forjadamente documentadas, revelando um esquema irregular conduzido por Cunha, mesmo sem mandato.
A investigação faz parte da 'Operação Transparência', que destaca a atuação de Cunha como agente privado com poderes políticos, interferindo no direcionamento de recursos federais.