O fenômeno El Niño está se intensificando e pode atingir uma intensidade forte entre agosto e outubro de 2026.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta para possíveis temperaturas acima da média global e mudanças significativas no regime de chuvas.
O evento está relacionado ao aquecimento do Oceano Pacífico e ao Dipolo Positivo do Oceano Índico, aumentando os riscos de secas, enchentes e incêndios florestais.
O vendaval que atingiu o Rio de Janeiro e São Paulo deixou marcas profundas, com operários enfrentando momentos de pânico ao serem arremessados de andaimes.
Wedson Sales, um dos trabalhadores, voltou para casa apenas para encontrar sua residência destruída, com telhas quebradas e muros desabados.
Apesar dos danos, as medidas de segurança utilizadas pelos operários ajudaram a evitar tragédias maiores durante a tempestade.
Um temporal atingiu Ribeirão Preto, SP, na madrugada de sexta-feira (24), provocando estragos e a morte de um homem de 82 anos.
A meteorologista Josélia Pegorim da Climatempo está analisando a tempestade, descartando relações com o fenômeno El Niño e sugerindo possíveis microexplosões ou um tornado como causas.
Os ventos chegaram a 122 km/h em Pradópolis, e a cidade decretou estado de emergência para lidar com os danos causados pelo temporal.
O fenômeno de El Niño atinge níveis recordes de intensidade no Pacífico, com anomalias de temperatura da superfície do mar entre +2,1ºC e +2,2ºC.
Este evento, que se intensificou em julho, já é considerado um Super El Niño, superando os registros anteriores de 1850.
Modelos de clima preveem anomalias de até +5ºC até o fim do ano, resultando em eventos climáticos extremos e chuvas intensas, especialmente no Sul do Brasil.