O ministro do STF, André Mendonça, afirmou que não fará concessões a Flávio Bolsonaro no inquérito sobre o filme 'Dark Horse'.
Ele destacou que sua atuação será estritamente legal e que a gratidão pela indicação de Jair Bolsonaro não afetará seu papel na Corte.
Mendonça autorizou a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar Flávio, que está sob suspeita de mal uso de verbas relacionadas à produção do filme.
O ministro Alexandre de Moraes pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, decida qual ministro ficará responsável pelo caso de investigação ligado ao filme 'Dark Horse'.
A investigação inclui indícios de desvios envolvendo Eduardo Bolsonaro, com acusações de que valores teriam sido pagos para financiar o filme.
A definição da relatoria pode ficar com André Mendonça ou ser redistribuída entre os ministros, uma vez que o caso já está sob investigação.
O deputado Bruno Lima, que atuou como secretário de Inovação em São Paulo, é alvo de investigações relacionadas a um contrato de R$ 108 milhões para fornecer Wi-Fi gratuito na cidade.
Em busca e apreensão realizada pela Polícia Civil, foram investigadas a Secretaria de Inovação e empresas ligadas ao ICB, responsável pela produção do filme 'Dark Horse'.
Lima, que nega conhecer a dona do ICB, afirma confiar na lisura das investigações e destaca que a meta de sua gestão era a expansão do Wi-Fi na cidade.
O ministro Flávio Dino do STF deu um prazo de 48 horas para a Câmara dos Deputados esclarecer a situação do deputado Mario Frias.
Frias, que estava intimado para se manifestar sobre emendas relacionadas ao filme 'Dark Horse', não foi encontrado por um oficial de justiça e a Câmara informou que ele está em missão nos EUA.
A situação se complica, pois o deputado mudou sua versão sobre financiamento do filme, admitindo ligações com investidores privados, o que contradiz suas declarações anteriores.
O filme 'Dark Horse' precisa arrecadar valores inéditos para gerar retorno financeiro aos investidores, conforme levantamento do ICL Notícias.
Flávio Bolsonaro revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro investiu R$ 136 milhões no projeto, mas o filme precisaria alcançar entre R$ 459 milhões e R$ 804 milhões para remunerá-lo adequadamente.
O planejamento financeiro promete devolução integral do capital investido, além de um lucro de 20%, aumentando as exigências em relação às bilheteiras das produções cinematográficas brasileiras de sucesso.
O filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro, financiado por Daniel Vorcaro, arrecadou apenas 33% do investimento.
A produção custou R$ 61 milhões, enquanto o último filme de Jim Caviezel, 'Sequestro internacional', fez apenas R$ 20 milhões nas bilheteiras dos EUA.
Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, estava em contato com Vorcaro e confirmou a solicitação de financiamento, mas nega irregularidades.