O perdão judicial concedido a Monique Medeiros no caso de seu filho, Henry Borel, gerou controvérsia após o julgamento no Rio de Janeiro.
O promotor Fabio Vieira contesta a decisão, alegando irregularidade na votação e planeja recorrer, enquanto a defesa alega que a correção da pergunta aos jurados evitou anulação futura.
A juíza reconheceu erro na formulação da pergunta que desclassificou a acusação de homicídio doloso para culposo, levando à concessão do perdão judicial.
Monique Medeiros descreve em julgamento que o pai biológico de Henry, Leniel Borel, era um 'pai ausente' em contraste com o avô materno que era mais próximo.
Durante seu depoimento, Monique menciona mudanças na relação de Henry com Jairinho, iniciadas após um episódio envolvendo um 'abraço apertado'.
Ela também relatou que Henry expressou desconforto com Jairinho e pediu que não ficasse sozinho com ele.
No sétimo dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, a babá Thayná revelou que recebeu orientações para apagar mensagens e minimizar seus relatos sobre a família.
Thayná descreveu episódios que considerou suspeitos, referindo-se a um deles como 'tortura', e afirmou interpretar pagamento de Jairinho como tentativa de silenciamento.
O julgamento é um dos mais longos já registrados no Tribunal de Justiça do Rio, com 17 pessoas ouvidas até o momento.
O advogado Sérgio Figueiredo renunciou à defesa de Jairinho no caso Henry Borel em solidariedade ao colega Fabiano Lopes, que sofreu um infarto durante a preparação para o júri.
Figueiredo criticou a decisão de manter o julgamento, afirmando que um possível adiamento não causaria prejuízo ao processo.
Apesar da renúncia, a defesa de Jairinho continua com outros advogados e o julgamento prossegue no 2º Tribunal do Júri da Capital.