A Polícia Federal investiga o Banco Digimais por superavaliação de ativos, atrasos em pagamentos e esquema para enganar investidores e reguladores.
Especialistas destacam que a emissão de CDBs com taxas acima de 110% do CDI indica práticas financeiras arriscadas, semelhantes ao extinto Banco Master.
A corretora ID é apontada como crucial no esquema, ajudando a inflar o valor dos ativos do Banco Digimais e possibilitando a emissão excessiva de títulos.
A PGR rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, por falta de provas robustas e compromissos em reaver valores relacionados a fraudes.
O procurador-geral, Paulo Gonet, seguiu a avaliação da Polícia Federal, que também havia rejeitado a delação anterior, considerando que Vorcaro apresentava apenas relatos de “ouvir dizer”.
O rombo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é superior a R$ 50 bilhões, e a PGR decidiu que a transferência de Vorcaro para um presídio comum depende do relator do inquérito no STF.
O ministro André Mendonça pode enviar Daniel Vorcaro a um presídio comum se sua proposta de delação for rejeitada pela PGR.
Vorcaro já teve duas propostas de delação negadas pela Polícia Federal, e a expectativa é que a PGR se manifeste em breve.
A última proposta detalhava como Vorcaro usou sua influência política para fechar acordos bilionários, envolvendo fundos de previdência dos funcionários públicos.
Gleisi Hoffmann, deputada federal e pré-candidata ao Senado, criticou Eduardo Bolsonaro, chamando seu alinhamento aos interesses americanos de 'nojento'.
A declaração foi feita após Eduardo sugerir discutir o Pix em uma mesa de negociações com os EUA, citando o Zelle como exemplo, o que para Gleisi representa uma ameaça ao sistema brasileiro.
Gleisi defendeu que o Pix é uma infraestrutura pública criada pelo Banco Central e repudiou a ideia de que seria um projeto de Bolsonaro, considerando-o uma mentira.
O advogado Daniel Monteiro foi preso sob acusação de estruturar pagamento de propina ao ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
Em fevereiro, o TJDF bloqueou as ações de Monteiro após investigações que o ligam a um esquema de compra de ações visando a venda de carteiras de crédito “podres”.
O BRB afirma que houve uma coordenação para ocultar os reais beneficiários do controle acionário e que os empréstimos contraídos por Monteiro indicam fraude.