A América do Sul está passando por uma reconfiguração política, com crescente polarização ideológica e força da direita em países como Argentina, Chile, Colômbia e Peru.
A Argentina, após o governo kirchnerista, elegeu Javier Milei, que implementou um rigoroso ajuste fiscal, enquanto o Chile agora tem José Antonio Kast focado em segurança e reformas econômicas.
O Brasil, em contraste, se torna uma ‘ilha de esquerda’ em meio a essa onda conservadora, o que gera tensões diplomáticas e estratégicas na região.
O Peru realizou eleições no dia 12 de abril, mas os resultados do primeiro turno só foram conhecidos cinco semanas depois, em contraste com a Colômbia, onde os resultados foram divulgados em duas horas.
O atraso no Peru se deve a problemas logísticos, a realização de múltiplas eleições e a judicialização do processo, enquanto a Colômbia teve um processo mais rápido e organizado.
Ambos os países enfrentam desafios semelhantes de polarização e desconfiança nas instituições, impactando a percepção pública sobre os resultados eleitorais.
Nenhuma candidatura da chamada 3ª via conseguiu avançar ao segundo turno em 9 eleições presidenciais no Brasil desde 1989.
O atual cenário mostra forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026, sem indicativos de um candidato viável da centro-esquerda ou centro-direita.
A análise histórica reafirma que as tentativas de criar uma 3ª via têm sido mais um desejo do que uma realidade concreta no contexto político brasileiro.