He Jiankui, um biofísico chinês, foi condenado a três anos de prisão por modificar geneticamente embriões e anunciar o nascimento de gêmeas supostamente resistentes ao HIV.
O experimento levantou questionamentos éticos e gerou críticas pela falta de transparência e dados sobre a saúde das crianças envolvidas.
A comunidade científica continua a debater os limites da edição genética, enquanto novas pesquisas seguem rigorosos padrões éticos.
Pesquisadores da University of California, San Diego, utilizaram inteligência artificial para decifrar sequências de DNA ligadas ao início da transcrição de genes humanos.
A equipe identificou o iniciador (Inr) em aproximadamente 60% das regiões estudadas, revelando padrões que influenciam a atividade genética.
O estudo sugere que as descobertas podem ajudar na previsão de efeitos de alterações no DNA e na criação de sequências sintéticas para controle de genes específicos.
O lago Memphremagog, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá, abriga uma lesão de melanoma que afeta bagres marrom há décadas.
Estudos recentes sequenciaram o DNA do tumor e dos peixes, confirmando que os tumores são originários dos próprios peixes e se espalham de um para outro.
Existem preocupações sobre como esse tumor transmissível pode impactar a população de peixes, e a possibilidade de medidas de controle, como sacrifício dos afetados.
Descoberta recente revela DNA humano de 2 mil anos em cavernas da Espanha e Portugal, indicando que superfícies rochosas podem preservar vestígios antigos.
Estudo publicado na revista Nature amplia conhecimentos sobre a conservação de material biológico em ambientes arqueológicos, com amostras de DNA encontradas até em áreas sem pintura.
Resultados podem revolucionar a arqueologia, sugerindo que cavernas são arquivos biológicos e ajudam a entender a interação de grupos humanos antigos com esses locais.
Cientistas da Universidade de Minnesota desenvolveram uma célula sintética chamada SpudCell, que pode crescer, se reproduzir e competir por alimento.
A pesquisa, liderada pela bióloga Kate Adamala, ainda não considera a célula 'totalmente viva', mas destaca a complexidade da vida e o processo de divisão celular.
Apesar dos avanços, a SpudCell depende de ribossomos prontos e enfrenta limites de operação, levando os pesquisadores a promover uma comunidade aberta para o compartilhamento de conhecimento.
Pesquisadores de Harvard desenvolveram um relógio biológico que estima a longevidade humana e animal, baseado em sinais genéticos comuns.
O estudo analisou mais de 11.000 transcriptomas para identificar padrões de envelhecimento em diferentes mamíferos, incluindo humanos.
Com novas descobertas, esses relógios transcriptômicos podem prever a mortalidade com precisão, oferecendo insights para tratamentos anti-envelhecimento.
O estudo revela que os neandertais da Europa ocidental, antes de desaparecerem, eram uma população saudável e reprodutiva.
Pesquisadores analisaram dados genéticos de neandertais encontrados na Bélgica, indicando uma maior conectividade entre suas populações.
Descobertas anteriores sobre comportamentos primitivos estão sendo reavaliadas com a melhoria nas tecnologias de análise de DNA antigo, desafiando a ideia de que esses hominídeos estavam isolados e em declínio.
O leão-das-cavernas, extinto há 14.000 anos, era um felino gigante que habitava regiões frias e caçava grandes presas.
A pesquisa genômica revela que essa espécie tinha uma linhagem evolutiva distinta do leão moderno, com variações genéticas adaptadas a seus habitats.
O leão-das-cavernas desempenhou um papel ecológico crucial, sendo um predador de topo, antes de ser extinto devido a mudanças climáticas e pressão da caça humana.
Pesquisadores da USP e do CADDE Centre descobriram novas informações sobre o vírus Sabiá, um patógeno raro e letal encontrado no Brasil há 142 anos.
O vírus sofreu mutações genéticas ao longo do tempo, o que dificultou sua detecção por exames tradicionais, conforme revelado em estudo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases.
Análises indicam que o vírus circula no país há décadas e pode ter causado outros casos não identificados, destacando a necessidade de vigilância e desenvolvimento de novos testes.