O lago Memphremagog, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá, abriga uma lesão de melanoma que afeta bagres marrom há décadas.
Estudos recentes sequenciaram o DNA do tumor e dos peixes, confirmando que os tumores são originários dos próprios peixes e se espalham de um para outro.
Existem preocupações sobre como esse tumor transmissível pode impactar a população de peixes, e a possibilidade de medidas de controle, como sacrifício dos afetados.
Descoberta recente revela DNA humano de 2 mil anos em cavernas da Espanha e Portugal, indicando que superfícies rochosas podem preservar vestígios antigos.
Estudo publicado na revista Nature amplia conhecimentos sobre a conservação de material biológico em ambientes arqueológicos, com amostras de DNA encontradas até em áreas sem pintura.
Resultados podem revolucionar a arqueologia, sugerindo que cavernas são arquivos biológicos e ajudam a entender a interação de grupos humanos antigos com esses locais.
Cientistas da Universidade de Minnesota desenvolveram uma célula sintética chamada SpudCell, que pode crescer, se reproduzir e competir por alimento.
A pesquisa, liderada pela bióloga Kate Adamala, ainda não considera a célula 'totalmente viva', mas destaca a complexidade da vida e o processo de divisão celular.
Apesar dos avanços, a SpudCell depende de ribossomos prontos e enfrenta limites de operação, levando os pesquisadores a promover uma comunidade aberta para o compartilhamento de conhecimento.
Pesquisadores de Harvard desenvolveram um relógio biológico que estima a longevidade humana e animal, baseado em sinais genéticos comuns.
O estudo analisou mais de 11.000 transcriptomas para identificar padrões de envelhecimento em diferentes mamíferos, incluindo humanos.
Com novas descobertas, esses relógios transcriptômicos podem prever a mortalidade com precisão, oferecendo insights para tratamentos anti-envelhecimento.
O estudo revela que os neandertais da Europa ocidental, antes de desaparecerem, eram uma população saudável e reprodutiva.
Pesquisadores analisaram dados genéticos de neandertais encontrados na Bélgica, indicando uma maior conectividade entre suas populações.
Descobertas anteriores sobre comportamentos primitivos estão sendo reavaliadas com a melhoria nas tecnologias de análise de DNA antigo, desafiando a ideia de que esses hominídeos estavam isolados e em declínio.
O leão-das-cavernas, extinto há 14.000 anos, era um felino gigante que habitava regiões frias e caçava grandes presas.
A pesquisa genômica revela que essa espécie tinha uma linhagem evolutiva distinta do leão moderno, com variações genéticas adaptadas a seus habitats.
O leão-das-cavernas desempenhou um papel ecológico crucial, sendo um predador de topo, antes de ser extinto devido a mudanças climáticas e pressão da caça humana.
Pesquisadores da USP e do CADDE Centre descobriram novas informações sobre o vírus Sabiá, um patógeno raro e letal encontrado no Brasil há 142 anos.
O vírus sofreu mutações genéticas ao longo do tempo, o que dificultou sua detecção por exames tradicionais, conforme revelado em estudo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases.
Análises indicam que o vírus circula no país há décadas e pode ter causado outros casos não identificados, destacando a necessidade de vigilância e desenvolvimento de novos testes.
A personalidade é influenciada por uma combinação complexa de fatores genéticos e ambientais, e a relação entre genética e comportamento está sendo cada vez mais estudada.
Estudos recentes sugerem que embora a genética tenha um papel na formação da personalidade, a hereditariedade isolada não explica totalmente as diferenças entre os indivíduos.
Fatores ambientais e a interação entre experiências de vida também moldam quem somos, revelando que mudanças ocorrem ao longo do tempo e que eventos significativos podem não ter impactos duradouros.
Pesquisadores da Universidade de Rochester transferiram um mecanismo biológico do rato-toupeira-pelado para camundongos, aumentando sua longevidade em cerca de 4,4%.
O estudo, publicado na revista Nature, destacou o gene relacionado à produção de ácido hialurônico como chave para a resistência ao câncer e ao envelhecimento.
Apesar do modesto aumento na expectativa de vida, os cientistas veem a pesquisa como um marco para futuras adaptações evolutivas que podem beneficiar a saúde humana.
Indígenas dos Andes domesticaram a batata entre 6 mil e 10 mil anos atrás, fazendo dela um alimento central na dieta.
Novas pesquisas revelam que descendentes andinos têm mais cópias do gene AMY1, que facilita a digestão do amido, favorecendo a metabolização de dietas ricas em batatas.
O estudo mostra como a cultura e a dieta moldam a biologia humana, destacando a vantagem evolutiva dos que têm mais cópias desse gene.