A Polícia Federal rejeitou a nova proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro por falta de informações sobre aliados políticos.
Vorcaro está preso desde março de 2026, acusado de liderar um esquema de fraudes financeiras e de intimidação.
Sua equipe jurídica passou por mudanças após a rejeição da delação, e uma nova proposta foi protocolada, incluindo informações detalhadas sobre suas relações com os Três Poderes.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, firmou acordo de confidencialidade com a Polícia Federal como parte de uma delação premiada em meio a investigações por fraudes financeiras.
O acordo levanta preocupações sobre os potenciais riscos que várias autoridades dos Três Poderes enfrentam devido às relações de Vorcaro com figuras influentes em Brasília, incluindo ministros e políticos.
Os laços políticos e financeiros de Vorcaro incluem contratos com familiares de altos cargos, além de interações diretas com importantes membros do governo e do Banco Central.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que as investigações sobre fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master continuarão, independentemente de pressões externas.
Rodrigues criticou ataques à instituição e destacou a importância de focar nas suspeitas de irregularidades financeiras, em vez de distrações pessoais.
O ministro André Mendonça restabeleceu a autonomia da PF e permitiu a retomada das investigações no STF, com a expectativa de novas perícias e depoimentos.