O Vaticano excomungou a Fraternidade São Pio X após a ordenação de quatro bispos sem autorização do papa Leão XIV, considerando o grupo em cisma com a Igreja Católica.
A Fraternidade, que rejeita reformas do Concílio Vaticano II e defende missas em latim, anunciou que recorreu da decisão da Santa Sé, alegando que foi um ato administrativo lesivo.
Com a excomunhão, os sacramentos celebrados pelos bispos da Fraternidade são considerados inválidos, e padres e fiéis que se unirem ao grupo também estão em situação de cisma.
O Vaticano advertiu a Fraternidade São Pio X sobre a proibição de ordenar novos bispos sem consentimento do papa Leão XIV.
A desobediência a essa ordem resultará em excomunhão tanto para o bispo consagrado quanto para o consagrador, considerada uma ruptura formal com a Igreja.
A Fraternidade, que mantém relações tensas com o Vaticano há décadas, planejava ordens de novos bispos, desafiando a única autoridade do papa nesse processo.
O Papa Leão XIV ameaçou de excomunhão a Fraternidade São Pio X caso a ordem prossiga com a consagração de novos bispos sem autorização.
O Vaticano considera que tal ato configuraria um cisma, rompendo a comunhão com a Igreja.
A Fraternidade, que rejeita as reformas do Concílio Vaticano II, afirma precisar de mais líderes religiosos, mesmo assim promove uma ruptura com a autoridade papal.