O presidente Lula está empatado tecnicamente com três pré-candidatos da direita em pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial.
Na simulação contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 47% das intenções de voto, enquanto Caiado e Zema também apresentam resultados próximos, com Lula somando 45% e 46%, respectivamente.
A pesquisa Nexus/BTG entrevistou 2.004 eleitores e aponta margem de erro de 2 pontos percentuais.
Pesquisa da Quaest mostra que Flávio Bolsonaro perdeu apoio na direita não bolsonarista, indo de 74% para 54% nas intenções de voto.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta que a queda se deu após o caso 'Dark Horse' e que o apoio entre os bolsonaristas se manteve estável acima de 90%.
A pesquisa também indica um aumento no número de indecisos, que subiu de 5% para 11% desde maio.
A pesquisa do Datafolha revela que a direita no Brasil superou a esquerda pela primeira vez desde 2014, com 44% dos brasileiros se identificando com a direita.
A diferença anterior de 2022, onde a esquerda liderava com 49%, evidenciou uma mudança significativa nas opiniões políticas dos brasileiros.
O levantamento também destaca que a percepção sobre a pobreza e a posse de armas mudou, com um aumento na associação da pobreza à preguiça.
A América do Sul está passando por uma reconfiguração política, com crescente polarização ideológica e força da direita em países como Argentina, Chile, Colômbia e Peru.
A Argentina, após o governo kirchnerista, elegeu Javier Milei, que implementou um rigoroso ajuste fiscal, enquanto o Chile agora tem José Antonio Kast focado em segurança e reformas econômicas.
O Brasil, em contraste, se torna uma ‘ilha de esquerda’ em meio a essa onda conservadora, o que gera tensões diplomáticas e estratégicas na região.
A direita avança na América do Sul com a eleição de Keiko Fujimori no Peru e Abelardo de la Espriella na Colômbia, controlando agora 7 países no continente.
Apesar do avanço, os governos de esquerda ainda administram os países responsáveis por 54,6% do PIB da região, somando um total de US$ 2,4 bilhões.
O Brasil, com um PIB de US$ 2,28 trilhões, mantém um papel central na economia sul-americana, e uma vitória da direita nas próximas eleições pode alterar drasticamente o cenário econômico do continente.
Abelardo de la Espriella foi declarado vencedor das eleições presidenciais na Colômbia, com a contagem final dos votos divergindo em apenas 0,003% das cédulas da apuração inicial.
A contagem preliminar indicou vitória de Espriella, que obteve 49,6% dos votos, enquanto Iván Cepeda contestou o resultado e anunciou que seu partido pedirá a impugnação de 33 mil mesas eleitorais.
O Conselho Nacional Eleitoral está realizando a verificação dos votos, e o resultado oficial deve ser proclamado após concluir o escrutínio entre os dias 23 e 25 de junho.