O presidente Lula discursou na 81ª Assembleia-Geral da ONU, discutindo temas como conflitos armados, desmatamento e investimentos estrangeiros.
O Estadão Verifica checou as afirmativas de Lula, confirmando a veracidade de várias, como a retirada do Brasil do Mapa da Fome e o aumento de conflitos armados em 2025.
No entanto, uma afirmação sobre o 'cerco energético' a Cuba foi considerada imprecisa, refletindo a falta de discussão climática nas agendas do G7 e G20.
Lula criticou as tarifas de 25% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, associando o desmatamento ilegal como uma das justificativas para a medida.
O presidente brasileiro afirmou que deseja enviar a Donald Trump dados que mostram a queda no desmatamento da Amazônia, que, segundo o Inpe, é a menor desde 2016.
Durante um evento do MTST, Lula celebrou a redução do desmatamento e desafiou a narrativa dos EUA, afirmando que as informações que chegaram a Trump estavam incorretas.
O Escritório Comercial dos EUA propõe uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devido a práticas consideradas incoerentes que afetam o comércio americano.
A decisão envolve investigações sobre comércio digital, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal, com uma audiência marcada para 6 de julho.
O USTR identificou que o Brasil tem prejudicado empresas dos EUA e não aplica medidas suficientes contra corrupção e produtos falsificados.
O desmatamento no Brasil caiu para 984.794 hectares em 2025, uma redução de 20,6% em relação a 2024.
Todos os biomas brasileiros apresentaram diminuição nas áreas desmatadas, com destaque para o Cerrado, que ainda lidera com 540.614 hectares perdidos.
Apesar dos avanços, o Brasil perdeu mais de 10 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos sete anos, com áreas desmatadas diárias equivalentes a 2.698 hectares.