O Ministério Público da Bolívia emitiu uma ordem de prisão contra Evo Morales, acusado de “terrorismo” e “levante armado” devido a protestos que paralisaram o país por mais de 50 dias.
Morales afirma ser alvo de perseguição política e nega as acusações, apontando que o governo atual tenta desviar a atenção dos problemas sociais e econômicos que afligem a população.
Esta é a segunda ordem de prisão contra Morales, que também é procurado por um processos relacionados ao tráfico de pessoas envolvendo uma menor de idade.
A Defensoria dos Direitos Humanos da Bolívia apresentou um segundo relatório sobre conflitos que geraram bloqueios, afetando serviços essenciais no país.
O documento registrou 365 detenções, com dez mortos, sendo necessário investigar as circunstâncias das mortes.
O presidente Rodrigo Paz anunciou medidas para enfrentar os bloqueios que restringem o acesso a alimentos e medicamentos, enquanto o diálogo é proposto como solução para a crise.
Evo Morales denuncia a preparação de um plano para sua prisão e extradição aos EUA, atribuindo a responsabilização ao governo de Rodrigo Paz.
Movimentos sociais na Bolívia apoiam as acusações de Morales, alertando sobre operações de inteligência visando desarticular a resistência das comunidades locais.
A crise política se agrava com protestos e bloqueios de estradas, enquanto o governo tenta aprovar uma lei que pode resultar em repressão militarizada, intensificando o debate sobre direitos humanos e controle de recursos naturais.
O Itamaraty alertou brasileiros na Bolívia sobre bloqueios de estradas e escassez de alimentos e combustível devido a protestos no país.
As autoridades brasileiras desaconselham viagens para os departamentos de La Paz, Oruro e Potosí, enfatizando a necessidade de precauções para quem já está na região.
O presidente Lula autorizou o envio de ajuda humanitária para a Bolívia, em resposta aos pedidos do governo boliviano para mitigar a crise causada pelos protestos.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, expressou preocupação com a crescente agitação na Bolívia após protestos contra medidas de austeridade.
As manifestações, que começaram em maio, envolvem sindicatos, mineiros e trabalhadores exigindo a reversão das políticas governamentais e, em alguns casos, a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
Landau critica a situação como um possível golpe e alerta sobre os impactos negativos para a democracia na região.