Israel deportou o ativista brasileiro Thiago Ávila e o cidadão espanhol Saif Abu Keshek, ambos detidos desde abril durante a interceptação de uma flotilha rumo a Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores israelense alegou que tinham ligações com atividades ilegais e organizações terroristas, embora ambos neguem as acusações.
Os governos do Brasil e da Espanha consideram a detenção ilegal e o grupo de direitos humanos Adalah afirmou que monitorou a situação até a deportação dos ativistas.
Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista Thiago Ávila, faleceu aos 63 anos devido à Esclerose Lateral Amiotrófica.
A confirmação da morte foi realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, que destacou sua alegria e força.
Thiago Ávila está preso por suspeitas não formalizadas após atuar em uma flotilha humanitária, e sua detenção foi considerada injustificável pelo presidente Lula.
Deputados federais acionaram a PF e o Itamaraty após denúncia de ameaças israelenses à esposa e filha de Thiago Ávila, detido em Israel.
Lara Souza, esposa de Thiago, relatou que investigadores mostraram fotos da rotina familiar durante o interrogatório, gerando preocupação com a segurança da família.
A situação eleva o debate sobre violações de direitos humanos e a necessidade de proteção para a criança de dois anos do casal.
Tribunal de Israel prorrogou a prisão preventiva de ativistas detidos em flotilha a caminho de Gaza.
Thiago Avila (brasileiro) e Saif Abu Keshek (espanhol) foram interceptados e levados a Israel, enquanto outros 100 ativistas foram enviados para Creta.
A detenção é considerada ilegal pelos governos da Espanha e Brasil; ativistas negam acusações de crimes relacionados ao terrorismo.
O ativista brasileiro Thiago Ávila foi capturado pela Marinha israelense durante uma flotilha humanitária em direção à Gaza, junto com três brasileiros e mais 175 pessoas de diversas nacionalidades.
Segundo a Global Sumud Flotilla, Ávila relatou tortura e agressões durante a detenção, apresentando marcas visíveis de violência.
O governo brasileiro exigiu o retorno seguro de Ávila e condenou a prisão como ilegal, citando violações ao direito internacional.