A poluição luminosa no Deserto do Atacama, considerado um dos melhores locais do mundo para observação astronômica, aumenta devido à expansão urbana e novos projetos de energia.
Cientistas alertam que essa contaminação luminosa pode comprometer décadas de pesquisas, reduzindo a qualidade das observações do universo.
Projetos de energia próxima ao Observatório Paranal revelam fragilidades nas legislações chilenas para proteção do céu noturno, evidenciando a necessidade de normas mais rigorosas.
Estudo revela que a Terra está 16% mais iluminada à noite entre 2014 e 2022, principalmente devido à urbanização e ao acesso à eletricidade.
O crescimento da iluminação noturna é mais intenso em países emergentes, como na África Subsaariana e Sudeste Asiático, enquanto a Europa apresentou uma redução de 4% nesse aspecto.
A pesquisa também aponta que a poluição luminosa pode impactar ecossistemas e ritmos biológicos humanos.