O ministro Luiz Edson Fachin suspendeu o julgamento sobre as irregularidades do ministro André Mendonça no caso Master, agendado para 23 de setembro.
A decisão segue um despacho que relaciona a Petição 16.704, sobre abusos de Mendonça, a outras questões de ordem em discussão, incluindo a investigação de Alexandre de Moraes.
Fachin poderá marcar uma nova data para o julgamento após definir os parâmetros aplicáveis aos casos, enquanto a crise interna no STF persiste devido ao envolvimento de políticos e fraudes financeiras bilionárias.
O ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente do STF a retirada do sigilo da petição 15.645, que contém informações essenciais sobre o caso Master.
Moraes argumenta que os dados são cruciais para o julgamento da petição 16.662, que analisará sua comunicação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O pedido de quebra de sigilo foi protocolado em um ofício e a Polícia Federal se mostrou pronta para fornecer os dados extraídos do celular de Vorcaro, caso autorizado pelo STF.
O ministro do STF, André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner, no contexto das investigações sobre o caso Master.
A Polícia Federal apontou que Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas, e que sua relação com Augusto Lima era próxima, favorecendo tratativas reservadas.
A medida, que não permite a interceptação do conteúdo, abrange apenas metadados e registros, conforme relatório da PF.
O ministro Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de proteger um 'grupo político' ao restringir o acesso a documentos do Caso Master.
Moraes afirma que os demais ministros do STF ainda não têm acesso integral aos arquivos do processo relacionado à Operação Compliance Zero.
Após a contestação de Moraes, a Procuradoria-Geral da República pediu a retirada do sigilo sobre os documentos, que Mendonça terá 24 horas para liberar.